Paulo Bartolo

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Inserida em: 10/04/2010

CASTELO DE SHURI GUARDA A ALMA DE RYUKYU

Tinha ido dormir ontem, com uma certa paz de espírito pelo término das atividades físicas do seminário e pelas responsabilidades que ele gerava,  mas internamente estava ansioso pelo dia de hoje. Tinha planejado ir ao Castelo de Shuri. O Castelo de Shuri é o que aparece na capa do meu livro “Karate-Do História Geral e no Brasil” com vários homens treinando Karate-Do em frente ao palácio. Pela primeira vez em Naha o céu não tinha nenhuma nuvem. O sol aparecia firme e acordei cedo, tomei café e antes das 9h já tinha pegado o monorail e chegado no aeroporto porque precisava trocar dinheiro pois estava acabando o meu Yen.  Feito isso, fui até a estação final do monorail, que é exatamente a de Shuri. Já no monorail conseguimos ver a grandeza do Castelo de Shuri. Meu coração começou a bater mais forte e eu sabia porquê.

Ao chegar no parque do Castelo de Shuri vemos umas barraquinhas que vendem souvenirs e petiscos. É ali que temos o Centro de Descanso do Parque do Castelo de Shuri. Banheiros, restaurantes, lojas, enfim tudo necessário para dar assistência ao turista. É dali que começa a caminhada para o Castelo de Shuri. Peguei um caminho a esquerda e temos como primeira atração o portal chamado “Shureimon”. Este realmente é um portal, que chamamos de Dori em japonês. Neste portal ficam pessoas com roupas para alugar de samurais e kimonos para tirar fotos. Não me fiz de rogado e tirei meu Karate-gui da mala,vesti-o e posei bonito para a foto. É um portal muito grandioso e vale à pena observar sua arquitetura. Segui em frente, sempre em subida, passei pela primeira parede de pedra e cheguei ao 2º portal chamado “Kankaimon”. Este é praticamente um portão grande para impedir o acesso a paliçada. Mas adiante, depois de uma subida acentuada, tinha outra parede de pedra com outro portal chamado “Roukokumon”. Era um portão imenso no alto da subida com degraus inclinados e largos. O acesso até este nível devia ser muito difícil para o inimigo atingir. Já estávamos no mesmo nível do Castelo e o próximo portal se chama “Koufukumon”. Neste foi instalado a bilheteria para entrar no Castelo de Shuri. Após comprar o ticket  ainda tinha que passar pois mais um portal chamado “Houshinmou”. Ao passar por este portal chegamos a praça central no Castelo de Shuri. Não dá para descrever em palavras a beleza do que eu estava vendo. Fiquei ali parado, olhando aquele lugar, imaginando aquelas pessoas na foto da capa do meu livro treinando na praça central. É como uma viagem no tempo. Passados alguns minutos, lá fui eu tirar as fotos de recordação do Castelo e sua magnífica arquitetura. Metade da frente esquerda estava em manutenção, mas nem isso ofuscou a sua beleza. Não é a toa que ele é o orgulho dos okinawanos. Neste castelo se desenvolveu toda uma dinastia cultural com a fusão de diversas culturas de diversos países.

Estava curioso e logo fui percorrer o roteiro estipulado pela organização. Ao entramos na ala direita chamada de “Nanden – Bandokoro” vemos toda a linhagem da Dinastia Sho e todos os reis de Ryukyu. Um a um, com seu desenho e respectiva história colocados lado a lado. Após passar por essa história entro no “Senden” , que é a parte central, Existem três pisos, sendo o primeiro para assuntos governamentais, o segundo a sala do trono e acomodações do rei e o terceiro serve mais para ventilação. Vemos a cadeira e o trono que o rei sentava olhando para a praça central. Ao sair do “Nandem” entramos no “Rokuden” que é onde temos banheiros, loja do museu e etc.. Ao invés de sair para descer a Central de Descanso, voltei e fui para a praça central. Sentei numa mureta e fiquei ali sentindo a história em “loco”. Simplesmente os minutos se passavam e eu não conseguia ir embora. Estava extasiado com o  lugar . Aquilo é como se fora parte de mim. Eu já tinha estudado sobre o assunto, eu já tinha visto filmes , lido livros mas agora eu estava na praça central do Castelo de Shuri. A história do Castelo de Shuri é também a história do Reino de Ryukyu e eu estava ali.

Como só tinha tirado fotos, peguei a filmadora e fui filmando o caminho contrário da entrada. Foi o único jeito que eu consegui de sair dali. Saí do castelo e peguei o monorail para o hotel. Deixei minhas coisas no quarto e lá fui eu para o Museu de História da Cidade de Naha.

O Museu não é muito grande , mas contém objetos e fotos da cidade de Naha em várias épocas. Fala sobre a família real Ryukyu Sho, dos ancestrais, das roupas e kimonos usados nas várias épocas, utensílios em gerais, pinturas e caligrafias. Muito interessante um fato no final. Fomos brindados com um filme que falava sobre Naha e citava o Karate-do. Apareceu Sensei Myagi vendo um aluno fazer guekisai it , que é o primeiro kata da goju-ryu e um professor de shorin fazendo o kata chinte.


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