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Inserida em: 13/04/2010

FUKUSHUEN , JARDIM CHINÊS NO CENTRO DE NAHA

Diário de bordo: Terça-feira, 13/04/2010 – Viagem à Okinawa

 

Não adianta ir contra a sua intuição. Sentia que deveria ir ao Castelo de Shuri novamente e lá fui eu. Ao chegar na estação do monorail de Shuri, normalmente se pega um táxi ou ônibus, mas eu decidi ir a pé. Queria sentir a região. Andei um pouco e logo cheguei aos pés do Parque de Shuri. O parque compreende toda a montanha com as edificações das muralhas e seus portões. Apesar dos meus joelhos sentirem a subida íngreme, o prazer de passar onde os homens que defenderam o Reino de Ryukyu tinham passado, era enorme. Andando ao longo das muralhas podia ver o mar de Okinawa e enxergava as ruínas do Templo Enkakui ao lado.   Um pássaro de cabeça azul me acompanhava na caminhada com seu cantar característico e me fez sentir  que aquilo era uma coisa que eu já tinha vivido. O silêncio da muralha e o cantar do pássaro de cabeça azul fazendo companhia me fez levar 1:30h numa caminhada que duraria meia hora. Fui parando nos lugares, tocava nas pedras milenares, meditei em dois pontos do caminho e tudo isso praticamente sozinho, num silêncio só cortado pelo cantar do pássaro. Por esse caminho cheguei no Kyukeimon, que é o portão da saída das pessoas que visitavam o castelo. Instintivamente, acho que sabendo que tinha chegado ao castelo, o pássaro azul deu meia volta e com o seu canto se despediu de mim.

Como já narrei anteriormente, fiz a visita ao Castelo de novo. Ao sair fui visitar o Tama-U-Dun, que é o mausoléu dos reis. Foi construído em 1501 para enterrar o pai do Rei Sho Ea. A partir daí foi usado como mausoléu real. Logo na entrada têm um museu com os tipos de urnas usadas para guardas os restos mortais. Ao falar de tumbas parece tétrico mas os japoneses fazem até piquenique na tumba de seus parentes para relembrá-los. Passei por um arvoredo e por dois pátios áridos, e cheguei as tumbas que são paredes de pedras com três ambientes com as portas no centro. Após fazer uma prece, me retirei do local. Voltei pelo mesmo caminho só que agora, era meio-dia e meio e o sol castigava o corpo, fazendo muito calor. Cheguei na estação de Shuri e peguei o monorail até o hotel. Como queria ver o jardim japonês , que ficava fechado às quartas-feiras, só tinha hoje para isso.Tomei um banho, e fui direto para a estação Kacho-Mae , que fica perto do jardim. Andando um pouco cheguei ao Fukushuen Chinese Garden. Na recepção os atendentes perguntaram de onde eu tinha vindo e quando eu falei que era brasileiro um senhor se levantou e começou a falar comigo em português. Era um okinawano de 70 anos, que dos 17 aos 26 anos tinha vivido nas plantações de morango e alface em Jundiaí, SP. Trabalhava no Jardim e fez questão de me mostrar e explicar tudo. Um lugar maravilhoso, com templos, cachoeira, lago, peixes, flores, enfim tudo que os chineses têm de tradição, bem no centro de Naha, Okinawa.

Às 17h estava com fome e parei para comer perto da estação de Kacho-Mae. Voltando ao hotel , Sensei Zempo Shimabukuro estava no lobby e ficamos conversando por uma hora, logicamente sobre Karate-Do. Depois ele tinha um jantar com os mestres da Rengokai Karate-Do e se despediu. Estava cansado, passei no mercado ao lado do hotel , peguei um donut e um refrigerante e fui para o quarto comer e dormir. 

 


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