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Inserida em: 24/05/2010

JAYME SANDALL É O MAIS NOVO COLABORADOR DO SITE

Jayme Sandall é o mais novo colaborador do nosso site. Jayme é um grande amigo do Sensei Paulo Bartolo e terá uma coluna mensal no nosso site falando sobre  as atualidades do Karate-Do. Jayme tem 32 anos, é médico veterinário, 4º Dan  JKA, 14 vezes campeão carioca, 3 vezes campeão brasileiro, bi-campeão sulamericano e 22 medalhas em campeonatos brasileirops da JKA e Tradicional. É treinador de karate de Vitor Belforte,  tendo ficado no seu córner no UFC 103, realizado em 2009 na cidade de Dallas, contra o norte-americano Rich Franklin (vitória por nocaute técnico). Ele começa a sua coluna do mês de maio falaqndo sobre o XI Campeonato Brasileiro JKA. Vejamos:

Sucesso total. Assim se define o décimo primeiro campeonato brasileiro da JKA, realizado nesse domingo, dia 16 de maio, na cidade de Arujá, SP.
A começar pelo número de inscritos (342) em todas as categorias, e com a participação de atletas de todo país.
A organização foi outro ponto alto, pois mesmo com essa grande quantidade de atletas, foram armados quatro kotôs onde os árbitros trabalharam incansavelmente. A competição começou às 8:30 e terminou às 16 horas.
Sucesso também na conduta dos atletas, embora isso seja obrigação de um verdadeiro carateca. Não houve um único incidente, briga, desrespeito ou reclamação.
O curso com sensei Kunio Kobayashi, que aconteceu nos dias 14 e 15, foi um espetáculo. É sempre incrível ver a didática dos mestres da JKA. Além, é claro, da imensa qualidade técnica deles. Sensei Kobayashi, campeão japonês e mundial, integrou a seleção japonesa por muitos anos. No curso, passou treinamentos de kihon, kumitê e kata, dando ênfase ao que foi sua especialidade: gojushiho shô. Imperdível.
No exame de dan, participei tendo a honra de ter ao lado Vladimir Zanca, Paulo Afonso, Enobaldo Ataíde e Takehiko Machida. Todos nós passamos, apesar de algumas outras reprovações pela exigente banca examinadora composta por Kobayashi, Sasaki, Machida, Ugo Arrigoni, Gérson e Alfredo Aires.
Nas lutas do exame, Paulo Afonso (PA) mostrou que não perdeu nada do imenso talento que lhe rendeu quatro títulos brasileiros de kumitê individual pelo karate Tradicional, e deu espetáculo. Foi o único a ser aplaudido pela grande platéia que assistia ao exame. Nós, que competiríamos no dia seguinte, ficamos bem preocupados. Paulo Afonso estava de volta.
 
A COMPETIÇÃO
 
No kata individual, havia mais de setenta atletas inscritos, e no kumite, oitenta. Havia dez equipes de luta.
No kata individual, Rousimar mostrou que a cada ano fica melhor, e venceu com folgas, sagrando-se tricampeão (2007/2009/2010). Luís Fernando (PA), aluno de paulo Afonso, ficou em segundo com um Unsu que mais parecia um raio. Muito rápido! Em terceiro, Andrew Marques, de Barueri. Eu fiquei em quinto lugar, a um décimo da grande final, que teve ainda Victor Lage, em quarto lugar.
No kata por equipes, o dojô Rousimar (MG) mostra que realmente está imbatível. Rousimar, Fernando Macedo e Bernardo Marinho sagraram-se tetra-campeões (2007 a 2010), fazendo Sochin na finalíssima, deixando Barueri (sensei Ruy Koike) em segundo, e a APAM em terceiro.
No kumitê por equipes, disputas duríssimas entre os melhores. Destaque para o ura mawashi que Vinícius Moreno (KM Dojô, MT) aplicou. Que golpe! Bernardo Marinho (MG), estreando entre os adultos, usou um mae geri-bomba para vencer suas lutas. Chutou tão forte que um adversário teve seu kimono rasgado.
Mas a Zanchin (Sensei Wagner Pereira, SP) foi mais eficiente que todas as outras, e ficou com o título, batendo na final a forte Shobukan (Rio Preto, SP) de Fábio Simões e César Cabral. Em terceiro, Dojô Rousimar e APAM.
No kumitê individual, nível muito alto em lutas emocionantes.
Peguei uma chave complicadíssima, mas nenhuma era fácil nessa competição. Fiz lutas difíceis em meu caminho para a final do kotô, mas eu sabia que o maior desafio ainda estava por vir: Paulo Afonso.
O tetra-campeão do Tradicional, campeão de MMA e pessoa que também ajuda na preparação de Lyoto Machida, é uma lenda. Desde sua luta no exame de faixa, eu pensava nele. Em suas lutas na chave, vitórias rápidas e limpas. Como ganhar dele?
Entrei focado. Eu tinha uma estratégia, e sabia que se desse a menor chance, seria vencido. Mas consegui aplicar minha tática, e com um pouco de sorte, consegui vencer. Depois de passar por essa pedreira, a sensação de que tinha sido campeão. Custei para voltar à tranqüilidade, e tive a ajuda de meus grandes amigos Rousimar Neves e Wagner Pereira, que me chamaram e disseram: “calma que ainda tem mais duas lutas”.
Na semi-final, enfrentei o atual campeão Fábio Simões. Nos últimos oito anos, Fabinho só perdeu em brasileiros JKA para Chinzô Machida (3 vezes) e Wagner Pereira (1 vez). Ninguém mais ganhou dele em brasileiros. Eu mesmo já tinha perdido duas vezes para ele, na final de 2003 e nas quartas-de-final em 2006. 9 vezes campeão dos jogos abertos (WKF), campeão paulista (Tradicional e JKA), bi-campeão brasileiro JKA (2003/2009) e duas vezes bronze no individual do sulamericano JKA (2008/2009), Fabinho estava confiante que me venceria pela terceira vez.
Mas dessa vez a história foi diferente.
No tempo normal, empatamos. Na luta desempate, consegui vencer por 2x0. Eu estava na grande final, depois de 7 anos.
Na outra semi, Diego (BA), que vinha vencendo suas lutas com um mawashi de dar medo, enfrentou Anderson (PA), aluno de Paulo Afonso que mais parecia um raio. O paraense venceu o baiano se valendo de sua maior velocidade, e um tempo afiadíssimo de luta.
Na final, Rio contra Pará.
Apesar de saber que ele era perigosíssimo, consegui ficar tranqüilo, e isso fez a diferença.
Venci com um kizami, um gyako e dois mawashi tchudan.
Grande abraço... OSS!

Vejam meu blog tsambém:

www.karatejka.blogspot.com


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