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Inserida em: 17/07/2010

JAYME SANDALL, CAMPEÃO DA JKA,  LUTA NOS REGIONAIS

JAYME SANDALL, O CAMPEÃO BRASILEIRO DA JKA, MEMBRO DA SELEÇÃO BRASILEIRA, FALA DA EXPERIÊNCIA DE LUTAR SOBRE AS REGRAS DA WKF PELA PRIMEIRA VEZ: 

Nessa terça-feira, 13 de julho de 2010, participei, pela primeira vez na vida, de uma competição nas regras da WKF.
Depois de ter sido convidado, há alguns anos, pelo sensei Kazuo Nagamine – e infelizmente, por problemas de data, não ter podido aceitar -, dessa vez, a convite do sensei Ruy Koike, representei Barueri nos Jogos Regionais
Desde que entrei no karate, sempre segui a linha do Tradicional, e minhas primeiras competições foram todas nessa regra. Nos primeiros anos (de 1995 a 2000), não se usava nem luva nem protetor bucal, e o piso era de madeira ou cimento. Depois as coisas mudaram um pouco, e hoje competimos em tatames, usamos protetores de boca e luvas finas, sem acolchoamento, cujo objetivo é evitar o contato direto com o sangue do adversário, em caso de sangramento – o que é comum.
A partir de 2001, também comecei a lutar na JKA, com luvas acolchoadas e regras ligeiramente diferentes. O mesmo contato - mais até, no rosto – e lutas mais soltas, com golpes diferentes e variados.
E sempre houve a WKF – na época que comecei a treinar ainda era chamada WUKO.
Eventualmente eu via lutas na TV ou na internet, e ficava intrigado. Ao mesmo tempo em que via lutas bem diferentes, via outras tantas que, para mim, eram como as da JKA. Golpes fortes, bem aplicados, etc.
Lutei contra alguns atletas da WKF nas competições da JKA, mas dentro de mim ainda ficava aquela questão: “como me sairei contra eles, nas regras deles?”
Nesse dia 13, na cidade de Guarujá, finalmente passei por essa experiência.
Nos Jogos Regionais, o nível estava alto, contando inclusive com a presença do campeão panamericano Juarez Santos, que acabou ficando em terceiro lugar na categoria peso-pesado.
Bem, em resumo, o que posso dizer é que as lutas foram boas, e não senti tanta dificuldade com a regra quanto eu pensava antes. Houve pontos que achei que não deveriam ser marcados? Sim, alguns, mas nada de absurdo, e às vezes isso também acontece na JKA. E grande parte dos pontos, de uma forma geral, foram golpes que pegaram.
Quanto à postura dos atletas – ponto mais criticado por quem já competiu na WKF -, eu particularmente não vi nada de mais. Não vi nenhum desrespeito, ou fita exagerada. Ninguém se jogou no chão, tentando desclassificar o oponente. De forma geral, a postura foi muito boa, como a dos atletas do Tradicional ou JKA.
Eu fiz cinco lutas no total, perdendo apenas uma, para o campeão. Ele era bem rápido, com um tempo de luta afiadíssimo. Estávamos empatados em 4 x 4 quando, faltando 10 segundos para o final da luta, entrei um kizami/gyako jodan, que pegou em cheio. O golpe em si nem foi tão forte, não machucou meu adversário nem nada, mas de acordo com as regras o contato foi acima do permitido, e acabei levando uma punição. Como eu já tinha outra, meu oponente ganhou um ponto, e me venceu por 5 x 4. Na final, cravou 6 x 0. Mereceu ganhar.
Consegui ficar em terceiro lugar, superando minhas expectativas – afinal, era a minha primeira vez nessa regra, que é bem diferente do que estou acostumado.
A conclusão que tiro dessa experiência valorosa foi que dá para lutar karate em qualquer tipo de regra. Talvez um campeão de uma federação não consiga se dar tão bem em outra, por diferenças na regra com que está acostumado, mas dá para lutar bem.
Gostei muito do que vi e do que experimentei nos Jogos Regionais.
De quebra, vi o Juarez Santos lutando, e digo sem dúvida: o cara é realmente muito bom. Em qualquer regra.
OSS.

      Jayme Sandall


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